Sugestões para quem viaja

Antes de partir para férias a APH deixa-lhe alguns conselhos. É sempre bom recordar.

Consulte os diferentes Modelos de Cartas que poderá necessitar de apresentar a diversas entidades caso esteja a planear viajar nestas férias.

  • Leve sempre uma identificação com informação médica (de preferência junto ao corpo como uma pulseira ou uma chapa no fio).
    • Leve sempre o seu próprio tratamento e respectivo equipamento assim como os medicamentos, uma vez que os produtos poderão ser diferentes e provavelmente mais dispendiosos noutro país. A maioria dos países têm também somente provisões limitadas e não se pode esperar que usem com os turistas, os produtos reservados para os seus próprios pacientes.
    • Leve uma carta dirigida ao pessoal de segurança na fronteira de saída ou entrada, explicando a razão porque leva consigo produtos para tratamento, medicamentos prescritos, agulhas seringas, etc e as graves complicações de não os ter consigo, à mão, imediatamente. Ver carta modelo para este efeito.
    • Quando viajar de avião, leve sempre os seus próprios produtos terapêuticos, equipamentos e medicamentos a bordo do avião, como bagagem de mão. Isto permitirá apresentá-los rapidamente aos serviços de segurança e alfândega, se requerido. Existe risco de perda, quebra e de variações de temperatura que podem afectar potencialmente o seu tratamento, dentro do porão do avião.
    • Leve uma carta do seu médico, com informação sobre o seu distúrbio hemorrágico, qualquer infecção viral que possa ter e sobre o tratamento que necessita. Esta carta deverá, se possível, ser na língua do país que vai visitar. Pode não ser capaz de se tratar sempre a si próprio, pelo que esta informação é importante. Ver carta modelo do médico.
    • Leve uma carta para apresentar nos serviços alfandegários, se solicitado, a explicar a razão porque leva os seus produtos terapêuticos, medicamentos prescritos, agulhas e seringas. Esta carta deve também estar na língua do país que vai visitar. Ver carta modelo para os serviços alfandegários.
    •  A necessidade de obtenção de visto deve ser verificada com bastante antecedência da data da viagem.
    • Se tiver um seguro de saúde ou pensar fazer um, este deve ser verificado com bastante antecedência da data da viagem. Pode necessitar de mais tempo para tratar das situações pré-existentes.
    • Se viajar em Portugal, não se esqueça do cartão do Serviço Nacional de Saúde. Se viajar para a Europa deve solicitar o Cartão Europeu de Seguro de Doença. Ver explicações.
    • Se desejar, pode escrever antecipadamente para os centros de hemofilia do país ou países que vai visitar, para saber acerca da disponibilidade de tratamento e despesas médicas que poderão decorrer do mesmo.
    • Se necessitar de tratamento enquanto viaja, telefone para o centro de tratamento, usando os números que constam do WFH Passport Directory. (O Passport é um directório editado pela FMH e está disponível na Associação Portuguesa dos Hemofílicos ou no site da FMH).
    • As organizações nacionais de hemofilia podem ser também uma fonte de ajuda, se necessitar, enquanto viaja. Os dados sobre estas organizações encontram-se também no mesmo Passport.

Boa viagem!

Modelo de Carta do seu Médico

A quem possa interessar

(Assunto: ________________________(Nome do paciente)

Exmo. Sr. ou Sr.ª:

Este paciente tem um distúrbio da coagulação chamado ______________________________ que indicia  uma deficiência (e/ou má formação) de factor ___________________ . Se ocorrer uma hemorragia interna ou externa, o paciente responde bem a uma rápida auto-infusão de concentrados de factor anti-hemofilico derivados do plasma ou recombinantes.

Deverá confiar na experiência e julgamento do ____________________ (nome do paciente)  quanto à necessidade de realizar tratamento e quanto à quantidade utilizada.

Atenciosamente,

(assinatura do médico, nome e especialidade)

Modelo de carta para a Alfândega ou Posto de Fronteira

Caro Senhor ou Senhora:

Uma pessoa com hemofilia só pode controlar as suas hemorragias com transfusão de concentrados de plasma humano ou recombinantes.

______________________________ (nome do paciente), que sofre de _________________________________ (hemofilia ou da doença de von Willebrand), está a viajar para ____________________ . Não será possível para ele(a) viajar sem uma provisão de concentrados. Ele(a) transporta consigo unidades suficientes para auto-tratamento como terapêutica de manutenção e quantidade adicional em caso de uma emergência. Ele(a) também transportam consigo seringas, agulhas, etc., necessárias para a infusão. ____________________ é um medicamento prescrito e está a ser também transportado para o tratamento de _______________________ .

Um funcionário da Alfândega que inadvertidamente retenha frascos de concentrados de plasma humano ou recombinantes coloca em risco a vida de ______________________ (nome do paciente) ______________________ . Como termo de comparação, é como se fossem retirados frascos de insulina a uma pessoa com diabetes.

Antecipadamente grato pela cooperação, apresento os melhores cumprimentos,

(assinatura do médico, nome e especialidade)

Modelo de carta para o Aeroporto e Segurança Aérea

Caro Senhor ou Senhora:

Assunto: (Nome e morada da pessoa)

O nome acima indicado é de uma pessoa com um distúrbio hemorrágico. As hemorragias a que está sujeito só podem ser tratadas com transfusões de concentrados de plasma ou de recombinantes uma vez que pode ocorrer uma hemorragia a qualquer momento, ______________________ (nome) traz consigo o seu próprio tratamento com seringas, agulhas, etc., para infusão. É por isso de importância vital que estes medicamentos essenciais sejam autorizados a viajar com o portador como bagagem de mão.

Em nenhuma circunstância deverão os concentrados ser retidos ou colocados no porão do avião já que fazê-lo vai causar um atraso desnecessário no tratamento e, simultaneamente, irá aumentar o risco de perda ou dano.

Um funcionário da segurança que inadvertidamente retenha frascos de concentrados de plasma ou recombinantes pode colocar em risco a vida de ____________________________________ (nome do paciente). Como termo de comparação, é como se fossem retirados frascos de insulina a uma pessoa com diabetes.

Antecipadamente grato pela sua cooperação. Com os melhores cumprimentos,

(assinatura do médico, nome e especialidade)



Cartão Europeu de Saúde

Antes de viajar para a Europa, dirija-se à segurança social e peça o cartão de seguro de doença gratuito. Se precisar de assistência, tem os mesmos direitos dos cidadãos desse país. A Comissão Europeia criou o cartão europeu de seguro de doença (CESD), que substitui eventuais documentos para aceder a cuidados de saúde, em particular o modelo E-111. Em Portugal, desde 28 de Fevereiro último, é possível pedir a sua emissão na instituição de previdência onde se encontra inscrito. Também pode pedir o seu cartão na Loja do Cidadão.

Se viajar com a família, deverá pedir um cartão para cada elemento do agregado, pois este documento é individual. Convém fazê-lo uma ou duas semanas antes da viagem. Prevê-se que o cartão seja enviado para casa cinco dias após o pedido, mas podem ocorrer atrasos, sobretudo no Verão ou em épocas festivas, como o Natal, Carnaval e Páscoa. Se os serviços não puderem enviá-lo a tempo, fornecem-lhe um certificado provisório.

O cartão dá acesso a tratamentos urgentes (como o modelo E-111) e a outros em consequência de um acidente, doença ou maternidade. Só não poderá utilizá-lo se for ao estrangeiro para obter um tratamento que, por limitações técnicas ou outras, é inviável em Portugal.

Munido deste cartão, tem acesso a cuidados médicos nas mesmas condições dos residentes do país onde se encontra. Ou seja, recebe cuidados gratuitos, paga eventuais taxas moderadoras ou outras despesas aí cobradas. Além dos viajantes, o cartão pode ser usado por quem residir temporariamente no estrangeiro (estudantes, por exemplo). Ainda não foi definido um prazo, mas, em princípio, o cartão será válido durante um ano. Trata-se de uma vantagem sobre o modelo E-111, cuja validade era limitada ao período de estada no estrangeiro.

Onde posso utilizar?

Em qualquer dos 25 países da União Europeia. Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. No Reino Unido, não tem de apresentar o cartão, bastando identificar-se com o B.I. Se possível, refira que pretende tratamentos do Serviço Nacional de Saúde.

Mais informação em:

Tudo sobre o Cartão de Saúde Europeu

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